21 março 2010

Novidades - Parte 1

Ola Pessoas!!!
Quanto tempo hein!!

Vamos às novidades....

No final do ano passado, quando estava com um stand na Erotika Fair, conheci uma pessoa que faz faculdade na USP e queria fazer um trabalho sobre fetiches e fetichistas.

Conversei um pouco com ela, e ela me chamou para fazer uma entrevista sobre todas as coisas que eu curto e pratico.

Fizemos essa entrevista, no Conj. Comercial da av. Paulista. Contei pra ela todos os detalhes, dos detalhes, dos detalhes da minha vida, e me surpreendi, quando vi que ela tinha pesquisado e muito sobre fetiches, antes de vir conversar comigo.

A convidei para ir a festa do Projeto Luxúria na semana seguinte, para minha surpresa ela não só, foi, como fez uma entrevista com o Heitor Werneck, e participou tanto da festa, que a certa altura ela estava fazendo Tramplin no SubZero...rs

Algumas semanas depois a entrevista foi pro ar, em forma de texto, e muito bem escrita.

Abaixo o texto com a minha parte da entrevista:

Por Cristiane Komesu e Vanessa Portes

Vicente conta que normalmente a dor no sadomasoquismo se limita ao momento erótico. “Eu, por exemplo, jamais encostei a mão em qualquer namorada minha fora do sexo. Em uma briga de casais, isso [bater, machucar o outro] não entra em questão”. Mas, segundo ele, há também situações que as pessoas incorporam a dor no seu dia-a-dia. “Existem pessoas que curtem a dor psicológica e que colocam a dor física e a dominação em um domínio que vai além do sexo”.

Mais tarde, na pista de baixo, vimos um rosto conhecido no meio da multidão de preto. Ele nos reconheceu também, acenou com a mão e veio ao nosso encontro. Disse sorrindo: “então vocês vieram mesmo?!”. Em seguida, ofereceu-nos um drink de nome exótico - assim como vários que são servidos neste clube - que, apesar de levar tequila, tinha um gosto doce e suave. Era Abel Amaral, mais um assíduo frequentador do Luxúria e dono de uma produtora de vídeos fetichistas sadomasoquistas.

Nosso primeiro encontro com Abel ocorreu longe dali. Foi alguns dias antes, em frente a uma livraria de um shopping no centro novo de São Paulo. Homem alto, moreno de pele clara, encorpado, ele usava uma calça jeans e uma camiseta preta. Nos pés calçava um modelo comum de tênis. O modo banal de se vestir jamais revelaria o gosto por práticas sexuais tão pouco convencionais. Mal sabíamos, ao vê-lo pela primeira vez, que, por baixo daquela vestimenta, ele não usava cueca, mas sim uma calcinha fio dental. Foi depois de mais de uma hora de conversa que ele nos revelou isso. “Uso calcinha todos os dias. Mal tenho cuecas no meu guarda-roupa. Gosto da sensação... fico excitado o tempo todo”.

Para nossa sorte, ele é realmente bastante alto, seu rosto se destacava na multidão. Se, naquela noite, nosso olhar fizesse o movimento contrário, ou seja, fosse de baixo para cima, jamais o reconheceríamos. Ele vestia uma calcinha fio dental preta e um macacão arrastão. Nos pés, calçava um par de sandálias pretas com um salto que poucas mulheres conseguiriam se equilibrar. Mas parecia totalmente à vontade com o traje.

A aproximação de Abel com o mundo fetichista ocorreu cedo. Aos oito anos, ele já usava as calcinhas da mãe. Mais tarde começou outras práticas: “quando eu tinha dez anos comecei a enfiar coisas em mim e a assistir aos filmes pornôs da minha mãe”.

Foi em sua adolescência (por volta dos 16 anos) que ele começou a ler sobre as práticas sadomasoquistas e fetichistas. Percebeu que muito do que ele já fazia era desse universo. Pela internet, ele conheceu novas práticas SM e casas noturnas com este perfil para frequentar. Tudo lhe excitava muito e ele queria experimentar mais coisas.

Aos 17 anos, praticou pela primeira vez a inversão em um puteiro. Neste fetiche, a mulher coloca uma calcinha com um consolo e assume o “papel de homem” na transa. “É o fetiche que mais gosto”, relata. Spank (ato de bater nas nádegas), podolatria (atração por pés femininos que envolve acariciá-los e beijá-los), fist fucking (introdução do mão e/ou punho na vagina ou ânus) e chuva dourada (técnica de humilhação em que o dominador urina no corpo do submisso) são exemplos de outras práticas que aprecia.

Para quem quiser ver a matéria completa com histórias de várias pessoas o link é:

http://babel.eca-usp.com/node/296

Até a Próxima!

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